Governança
Como evitamos o conflito de interesse
A EyeOnFit vende pros dois lados do mesmo mercado: pra quem ainda vai abrir uma academia e pra quem já opera uma. Sem regra explícita, isso seria conflito direto — a gente estaria armando o concorrente do próprio cliente. Esta página é a regra.
O modelo de referência é velho e funciona: a Bloomberg vende o mesmo terminal pra quem compra e pra quem vende. Dá certo porque a infraestrutura é neutra de verdade, não porque promete escolher um lado. É a mesma aposta aqui — e ela só vale se a parte técnica for real, então ela vem primeiro.
Princípio 1 · O firewall é por sujeito, não por tabela
Nenhum relatório nosso é enriquecido com dado privado de outro cliente. O que a gente diz sobre uma academia vem de fonte pública — cadastro da Receita Federal, Google, o que os agregadores expõem abertamente, Censo do IBGE. Nunca do que outro cliente nos entregou.
O que atravessa produtos é o dado do próprio cliente, quando ele mesmo pede. É assim que uma avaliação do Atlas vira unidade monitorada no Radar sem você digitar tudo de novo, e é assim que um diagnóstico do Pulse vira Radar. Mesmo dono, mesmo login, mesma decisão — isso não é vazamento, é a sua informação te seguindo.
Princípio 2 · Infraestrutura neutra
Mesma fonte pública, dois usos. Quem vai abrir usa pra decidir onde; quem já opera usa pra defender o que tem. A gente não escolhe lado dentro de uma praça, não faz acordo de exclusividade e não segura informação de um cliente pra favorecer outro.
Isso só é honesto porque o Princípio 1 é inviolável. Neutralidade sem firewall é conversa.
Princípio 3 · O Pulse olha pra fora, nunca pra dentro
O seu número nunca vira linha no relatório de outra pessoa. Ticket praticado, alunos por canal, modalidades e área que você informa no Pulse não são exibidos individualmente em lugar nenhum, nem identificados, nem com o seu nome trocado por um apelido.
Eles entram numa régua agregada da praça — e é justo que entrem, porque é essa régua que permite dizer, no seu relatório, se o seu preço está acima ou abaixo do bairro. Sem alguém contribuindo, ninguém tem resposta. Duas travas tornam isso seguro:
- Mínimo de academias por recorte.Nenhum número sai com menos de três observações. Com uma só, “a régua do bairro” seria literalmente o número de um cliente específico — a não-atribuição cairia sozinha, mesmo sem citar o nome. Abaixo do piso a resposta é “não sabemos”, não uma estimativa fraca.
- Só operação real, e só quem pagou. Quem ainda vai abrir declara intenção, não prática, e fica de fora da régua. Formulário abandonado também.
Sobre os OUTROS, o Pulse lê só dado público. Tudo que o seu relatório diz a respeito dos seus concorrentes vem de Receita Federal, Google, agregadores e Censo do IBGE. Ele não consulta a base do Atlas nem a do Radar, e nenhum número que outro cliente declarou aparece no seu relatório — nem no dele o seu.
Ser cliente não te esconde. Se o dado é público, qualquer um pode contratar a leitura dele — inclusive sobre você. Não vendemos invisibilidade, porque não temos como entregar. O que garantimos é simetria, e ela está escrita abaixo.
A regra de reciprocidade
O Princípio 3 termina numa verdade desconfortável: a gente não consegue te esconder. Esta regra é o que colocamos no lugar da proteção que não existe.
- Ninguém é vetado.Não existe exclusividade territorial. Não vendemos “o único Pulse do bairro”, nem por preço, nem por acordo. Se o seu concorrente quiser contratar, ele contrata.
- A régua é idêntica. Você aparece no relatório dele com exatamente os mesmos campos com que ele aparece no seu. Não existe dado a mais por ser cliente, nem dado a menos por não ser.
- Você pode ver o que dizemos de você. Qualquer academia pode pedir, sem comprar nada, o recorte do que as nossas fontes públicas guardam sobre ela — ficha da Receita, o que o Google publica, presença e tier nos agregadores. Fatos, não a nossa análise. Achou erro, a gente corrige. Escreva pra contato@eyeonfit.com.
- O que é seu não circula identificado. Nenhum número que você declarou aparece sozinho no relatório de outra pessoa — só dentro de uma régua agregada, com o mínimo de academias do Princípio 3.
O que a gente não promete
Não prometemos que você não vai ser analisado. Não vendemos território exclusivo. E não temos como impedir que um concorrente leia sobre você o que a Receita Federal e o Google já publicam de graça — o que temos é o compromisso de que a régua seja a mesma nos dois sentidos, e de que você possa cobrar isso da gente.
Toda cláusula desta página descreve o sistema como ele funciona hoje. Se alguma deixar de ser verdade, ela sai daqui antes de virar promessa quebrada — inclusive porque já aposentamos um princípio por esse motivo.